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terça-feira, outubro 4, 2022
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Mãe faz faculdade para ajudar no acompanhamento do filho autista

Djane Carvalho de Souza Vale é mãe de Carlos Eduardo Vale Anchieta, de oito anos de idade, o menino foi diagnosticado com autismo quando tinha quatro anos e meio, para ajudar no desenvolvimento do filho, ela decidiu fazer o curso de Licenciatura em Música, pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Quando o menino tinha um ano de idade, Djane começou a observar que ele tinha um comportamento diferente do comportamento dos outros filhos quando estavam com a mesma idade, então decidiu levá-lo ao pediatra, vários médicos disseram a Djnae que tudo estava bem com o menino, mas ela não se conformou e foi atrás de mais respostas. A mãe levantou o questionamento, de que o filho poderia ter autismo e um médico começou a investigar, pediu uma série de exames, ao saírem os resultados estava tudo certo, mas pela condição de Cadu de não falar ainda o pediatra passou terapia e acompanhamento com especialistas.   

Passados dois anos e meio a criança já estava sendo acompanhada por uma equipe de profissionais, mas não tinha sido fechado um diagnóstico, que só aos quatro anos e meio foi totalmente fechado por uma psiquiatra infantil.

Em busca de mais qualidade de vida para o filho ela ingressou em mais uma graduação, já que a mãe de Carlos Eduardo possui formação em outras áreas ela também é contadora e advogada, ela viu na Musicoterapia uma forma de conhecer mais sobre o autismo. “Após o diagnóstico fechado eu fui uma busca de conhecimento sobre o assunto, até então eu não sabia de nada, com a Musicoterapia eu poderia entrar no universo do autismo, através do curso de Licenciatura em Música”.  Explica.

De acordo com a mãe de Cadu, o filho está entre o percentual dos 80% por cento dos autistas clássicos. Os autistas clássicos têm uma dificuldade maior na comunicação verbal. Segundo ela, em função dessa condição, o filho precisa de mais intervenção, por não falar ele se expressa na forma de comportamento, por exemplo, quando está sentindo dor ele pode ficar agressivo, irritado ou ansioso.

“Temos que observá-lo o tempo inteiro para ver como ele está de saúde, precisa ser uma dor muito grande para ele poder sentir o demonstrar. Na sensibilidade ele também tem algumas disfunções sensoriais, na alimentação o prato precisa estar organizado, ele não gosta de alimentos muito moles ou molhados, ele seleciona os alimentos de acordo com a cor e textura, etiquetas de roupas temos que tirar ele não gosta se incomoda”. Conta a mãe.

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Djane é mãe de mais quatro filhos Lucas de 29 anos, Maria Luisa de 21 anos, Maria Eduarda de 18 anos, André Luís de 12 anos e o Carlos Eduardo que é o quinto filho o como ela chama carinhosamente “Cadu”.

Por amor ao filho ela ingressou no curso de Licenciatura em Música. “Meu objetivo em ingressar nesse universo educacional digamos assim, é proporcionar ao meu filho uma educação de qualidade, uma educação inclusiva porque as que temos atualmente são inclusivas apenas no papel, vemos inúmeros casos de crianças com autismo sofrerem bullying nas escolas, serem amarradas, serem mal tratadas, então o que nós “mães azuis” queremos é trazer dignidade para os nossos filhos e dar a eles o direito que eles tem, o direito a escola, a conviver em sociedade, a ter saúde, o direito a ser feliz”, conta a advogada.  

Com a pandemia, o menino que está no 3° Ano do Ensino Fundamental, mas ficou sem ir para a escola durante dois anos em 2020 e 2021, retornou este ano de 2022, segundo a mãe ele deveria estar fazendo a 4ª série. A mãe de Carlos Eduardo explica que mesmo com as dificuldades enfrentadas ela diz que ele “é uma criança feliz e gosta de estar com a família e adora carinho”. Finaliza.

Por Janaina Cunha

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